GRATIDÂO
Quando o dia amanhece
e o sol aparece,
agradeço a Deus com uma prece,
o aventurado dom que ele oferece.
A vida magnífica que
a manhã fornece,
com a divina dádiva
que me pertence.
O entusiasmo pleno de
gratidão, em mim floresce.
Charrua (Livro Retomada)
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
JOAQUIM CARDOZO - SOBRE O RECIFE
SONETO SOMENTE
Nasci na várzea do Capibaribe
De terra escura, de macio turvo,
De luz dourada no horizonte curvo
E onde, a água doce, o massapé proíbe
Sua presença para mim se exibe
No seu ar sereno que inda hoje absorvo,
E nas noites com negridão de corvo,
Antes que ao porto do céu arribe
A lua assim só tenho essa planície...
Pois tudo quanto fiz foi superfície
De inúteis coisas vãs, humanamente.
De glórias e de alturas e de universos
Não tenho o que dizer nestes meus versos:-
Nessa várzea nasci, nasci somente.
Nasci na várzea do Capibaribe
De terra escura, de macio turvo,

De luz dourada no horizonte curvo
E onde, a água doce, o massapé proíbe
Sua presença para mim se exibe
No seu ar sereno que inda hoje absorvo,
E nas noites com negridão de corvo,
Antes que ao porto do céu arribe
A lua assim só tenho essa planície...
Pois tudo quanto fiz foi superfície
De inúteis coisas vãs, humanamente.
De glórias e de alturas e de universos
Não tenho o que dizer nestes meus versos:-
Nessa várzea nasci, nasci somente.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
JOAQUIM CARDOZO - SOBRE O RECIFE
TARDE NO RECIFE
Tarde no Recife.
Da ponta Maurício o céu e a cidade.
Cais do Abacaxi. Gameleiras.

Da torre do Telégrafo Ótico
A voz colorida das bandeiras anuncia
Que vapores entraram no horizonte.
Tanta gente apressada, tanta mulher bonita.
A tagarelice dos bondes e dos automóveis.
Um carreto gritando — alerta!Algazarra, Seis horas. Os sinos.
Recife romântico dos crepúsculos das pontes.
Dos longos crepúsculos que assistiram à passagem
[dos fidalgos holandeses.
Que assistem agora ao mar, inerte das ruas tumultuosas,
Que assistirão mais tarde à passagem de aviões para as costas
[do Pacífico.
Recife romântico dos crepúsculos das pontes.
E da beleza católica do rio.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
CARLOS PENA FILHO - SOBRE O RECIFE
O INÍCIO
“No ponto onde o mar se extingue (IV)
E as areias se levantam
Cavaram seus alicerces
Na surda sombra da terra
E levantaram seus muros
Do frio sono das pedras.
Depois armaram seus flancos:
Trinta bandeiras azuis plantadas no litoral.
Hoje, serena flutua, metade roubada ao mar,
Metade à imaginação,
Pois é do sonho dos homens
Que uma cidade se inventa.”
(Guia Prático da Cidade do Recife – O Início, 1999:129)
“No ponto onde o mar se extingue (IV)
E as areias se levantam
Cavaram seus alicerces
Na surda sombra da terra

E levantaram seus muros
Do frio sono das pedras.
Depois armaram seus flancos:
Trinta bandeiras azuis plantadas no litoral.
Hoje, serena flutua, metade roubada ao mar,
Metade à imaginação,
Pois é do sonho dos homens
Que uma cidade se inventa.”
(Guia Prático da Cidade do Recife – O Início, 1999:129)
CARLOS PENA FILHO
O FIM
“Recife, cruel cidade,
águia sangrenta, leão.
Ingrata para os da terra,
boa para os que não são.
Amiga dos que a maltratam
inimiga dos que não,
este é o teu retrato feito
com tintas do teu verão
e desmaiadas lembranças
do tempo em que também eras
noiva da revolução.”
(Guia Prático da Cidade do Recife – O Fim, 1999:142-143)
“Recife, cruel cidade,
águia sangrenta, leão.
Ingrata para os da terra,

boa para os que não são.
Amiga dos que a maltratam
inimiga dos que não,
este é o teu retrato feito
com tintas do teu verão
e desmaiadas lembranças
do tempo em que também eras
noiva da revolução.”
(Guia Prático da Cidade do Recife – O Fim, 1999:142-143)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
CARLOS PENA FILHO
DESMANTELO AZUL
Então pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas
depois vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas
Para extinguir de nós o azul ausente
e aprisionar o azul nas coisas gratas
Enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas
E afogados em nós nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço
E perdidos no azul nos contemplamos
e vimos que entre nascia um sul
vertiginosamente azul: azul.
Então pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas
depois vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas
Para extinguir de nós o azul ausente
e aprisionar o azul nas coisas gratas
Enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas
E afogados em nós nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço
E perdidos no azul nos contemplamos
e vimos que entre nascia um sul
vertiginosamente azul: azul.
MANUEL BANDEIRA
DESENCANTO
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.-
Eu faço versos como quem morre.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
VINICIUS DE MORAES
" Eu poderia suportar, embora não sem dor, 
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida ...
mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure sempre ..."

que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida ...
mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure sempre ..."
CLARICE LISPECTOR
O SONHO
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificultades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
Sonhe com aquilo que você quiser.

Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificultades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
DRUMMOND
Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
-------------------------
" Sentimos saudades
de momentos de vida
e momentos de pessoas "
Carlos Drummond de Andrade
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
-------------------------
" Sentimos saudades
de momentos de vida
e momentos de pessoas "
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 9 de dezembro de 2007
MÁRIO QUINTANA
OS POEMAS
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas , então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti ...
FERNANDO PESSOA
INICIAÇÃO
Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo
........................................................
O corpo é a sombra das vestes
que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte,
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a tí sem querer.
Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os anjos a capa;
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.
Então Arcanjos de Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, nao tens nada :
Tens só teu corpo, que és tu.
Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma exerna,
Mas vês que são teus iguais.
.......................................................
A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na sorte.
Não estás morto, entre ciprestes.
.......................................................
Neófito, não há morte.
Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo
........................................................
O corpo é a sombra das vestes
que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte,
E a sombra acabou sem ser.

Vais na noite só recorte,
Igual a tí sem querer.
Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os anjos a capa;
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.
Então Arcanjos de Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, nao tens nada :
Tens só teu corpo, que és tu.
Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma exerna,
Mas vês que são teus iguais.
.......................................................
A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na sorte.
Não estás morto, entre ciprestes.
.......................................................
Neófito, não há morte.
sábado, 6 de outubro de 2007
MÁRIO QUINTANA
DA PRÓPRIA OBRA
Exalça o remendão seu trabalho de esteta...
Mestre alfaiate gaba o seu corte ao freguês...
Por que motivo só não pode o Poeta
Elogiar o que fez ?
terça-feira, 18 de setembro de 2007
" Imagine all the people
living life in peace"
John Lennon
" Educai as crianças e não será preciso
punir os homens"
Pitágoras
living life in peace"
John Lennon
" Educai as crianças e não será preciso
punir os homens"
Pitágoras
João Cabral de Melo Neto ( Retrato de Percy Deane )
"...E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."
(Morte e Vida Severina)
------------------------
" Podéis aprender que o homem
é sempre a melhor medida,
mas : que a medida do homem
não é a morte mas a vida"
João Cabral de Melo Neto
"...E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,

teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."
(Morte e Vida Severina)
------------------------
" Podéis aprender que o homem
é sempre a melhor medida,
mas : que a medida do homem
não é a morte mas a vida"
João Cabral de Melo Neto
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
"Siga sua felicidade,
e o universo vai abrir portas para você
onde só havia paredes "
JOSEPH CAMPBELL
1855 - 1950
e o universo vai abrir portas para você
onde só havia paredes "
JOSEPH CAMPBELL
1855 - 1950
segunda-feira, 30 de julho de 2007
LIVRO RETOMADA
Charrua
RETOMADA
Depois de uma longa parada, retomo a minha atividade, que dá nome a obra.
Abraço para meus familiares e amigos, junto com meu agradecimento.
O autor.
RETOMADA
Depois de uma longa parada, retomo a minha atividade, que dá nome a obra.
Abraço para meus familiares e amigos, junto com meu agradecimento.
O autor.

O Pensador ( Auguste Rodin )
DESINSPIRAÇÃO
Vontade de escrever.
E a inspiração onde está ?
Aonde foi ?
Escrever sobre o quê?
Colhendo palavras
buscando elementos.
Assuntos se vão,
idéias não tenho,
São como vento ...

INTERAÇÃO
O dom da palavra
da escrita, da leitura,
dádiva divina
criação, criatura.
LUNAR ESTELAR

Chega a noite
desfile de estrelas,
a lua radiante
por ela passeia.
As nuvens se foram
para aonde?, não sei!,
e a lua, a lua
subindo até o amanhecer,
quero alcançar-la
mas sem puder.
MELANCOLIA
Que tristeza tarde
nesta hora,
quando o dia acaba
e pela noite adentras.
Se eu pudesse dia
pulava esta hora,
e iria logo
pela noite afora.
MANHÃ
Manhã jovem
manhã nova,
manhã criança,
manhã sem rugas,
manhã de rosto limpo
de sol a iluminar.
Te vejo, me beijas,
a brisa, quero apalpar,
quero contemplar.
Mais tarde sei,
envelhecerás, perecerás,
meio dia...,
a tarde nascerá.
O POETA

Ávido de letras
com inspiração empunhando a caneta,
com habilidade escrevendo sonetos
criando poesias, rimas e versos.
O poeta.
O dom da palavra
da escrita, da leitura,
dádiva divina
criação, criatura.
LUNAR ESTELAR

Chega a noite
desfile de estrelas,
a lua radiante
por ela passeia.
As nuvens se foram
para aonde?, não sei!,
e a lua, a lua
subindo até o amanhecer,
quero alcançar-la
mas sem puder.
MELANCOLIA
Que tristeza tarde
nesta hora,
quando o dia acaba
e pela noite adentras.
Se eu pudesse dia
pulava esta hora,
e iria logo
pela noite afora.
MANHÃ
Manhã jovem
manhã nova,
manhã criança,
manhã sem rugas,
manhã de rosto limpo
de sol a iluminar.
Te vejo, me beijas,
a brisa, quero apalpar,
quero contemplar.
Mais tarde sei,
envelhecerás, perecerás,
meio dia...,
a tarde nascerá.
O POETA

Ávido de letras
com inspiração empunhando a caneta,
com habilidade escrevendo sonetos
criando poesias, rimas e versos.
O poeta.
Drummond ( desenho Carlos Lyra )
SONHOS II
Haverás de saber um dia que,
nem tudo que sonhavas concretizar-se-á,
que nem tudo era tão importante,
que outras coisas acontecerão
e sonhos mais simples te contentarão ....
Charrua ( Livro Retomada )
IMPOTÊNCIA
Me vejo impávido, parco, por momentos reajo
os meus conhecimentos a esmo,
sem destino, onde aplicá-los,
o mercado tão restrito.
As portas fechadas para a idade, e o tempo
sempre o tempo, passando
indo embora, a idade
só me resta os meus conhecimentos ...
Charrua ( Livro Retomada )
Me vejo impávido, parco, por momentos reajo
os meus conhecimentos a esmo,
sem destino, onde aplicá-los,
o mercado tão restrito.
As portas fechadas para a idade, e o tempo
sempre o tempo, passando
indo embora, a idade
só me resta os meus conhecimentos ...
Charrua ( Livro Retomada )
terça-feira, 17 de abril de 2007
LIVRO POESITANDO
Charrua
P O E S I T A N D O
Charrua é o pseudônimo de Luis Eduardo Garcia Aguiar, nascido em Montevidéu, Uruguai , em 06.10.1952; hoje naturalizado brasileiro e morando em Pernambuco.
Dedica parte desta obra à cidade do Recife pela qual tem total apreço, embora vivendo na cidade de Paulista.
Dedico estas poesias a todos aqueles que acreditaram e acreditam em mim, e aqueles que assim não o fizeram aqui está o resultado do meu trabalho.
O autor.
Dedicado a todos os leitores, familiares e amigos.
Recife, 10 de novembro de 2006
O autor
Charrua é pseudônimo de : Luis Eduardo Garcia Aguiar
P O E S I T A N D O
Charrua é o pseudônimo de Luis Eduardo Garcia Aguiar, nascido em Montevidéu, Uruguai , em 06.10.1952; hoje naturalizado brasileiro e morando em Pernambuco.
Dedica parte desta obra à cidade do Recife pela qual tem total apreço, embora vivendo na cidade de Paulista.
Dedico estas poesias a todos aqueles que acreditaram e acreditam em mim, e aqueles que assim não o fizeram aqui está o resultado do meu trabalho.
O autor.
Dedicado a todos os leitores, familiares e amigos.
Recife, 10 de novembro de 2006
O autor
Charrua é pseudônimo de : Luis Eduardo Garcia Aguiar
FOLGUEDOS JUNINOS ( CANTIGA) 
Arde lenha até queimar
em brasa viva até acabar,
as fogueiras homenageiam
Santos, Pedro, Antônio e João.
Arde lenha até queimar
em brasa viva até acabar,
assa milho, faz canjica, pamonha,
faz quentão, que junho é dos
santos, Pedro, Antônio e João.
Arde lenha até queimar
em brasa viva até acabar,
tem feirinha, animação, fogos,
quadrilha, tem forró,
para os santos, Pedro, Antônio e João.
PRAÇA DA REPÚBLICA

Campo que viu a Princesa passar
Praça que foi de Maurício de Nassau,
muitos passam sem te notar
o Fórum, o Teatro, as palmeiras imperiais,
o verde, o Palácio, os pássaros a revoar.
Charrua

Arde lenha até queimar
em brasa viva até acabar,
as fogueiras homenageiam
Santos, Pedro, Antônio e João.
Arde lenha até queimar
em brasa viva até acabar,
assa milho, faz canjica, pamonha,
faz quentão, que junho é dos
santos, Pedro, Antônio e João.
Arde lenha até queimar
em brasa viva até acabar,
tem feirinha, animação, fogos,
quadrilha, tem forró,
para os santos, Pedro, Antônio e João.
PRAÇA DA REPÚBLICA

Campo que viu a Princesa passar
Praça que foi de Maurício de Nassau,
muitos passam sem te notar
o Fórum, o Teatro, as palmeiras imperiais,
o verde, o Palácio, os pássaros a revoar.
Charrua
DUAS CIDADES, DUAS PAIXÕES
Duas paixões,
A terra onde nasci,
Montevidéu, Recife,
a cidade que escolhi.
Duas paixões,
a cidade onde cresci,
Montevidéu, Recife,
onde amadureci.
Duas paixões,
A terra onde nasci,
Montevidéu, Recife,
a cidade que escolhi.
Duas paixões,

a cidade onde cresci,
Montevidéu, Recife,
onde amadureci.
AO CAIR DA TARDE
Ao entardecer cálido do Recife,
Maciel Pinheiro, a praça,
recebe seus visitantes vespertinos.
A alegria das crianças,

a última revoada de pombos,
a Igreja da Matriz aos sinos,
o casal de anciãos no banco,
espera o tempo passar.
O trabalhador descansa
na beleza do chafariz,
mais adiante os namorados
naquele momento feliz,
não percebem a noite chegar,
não sentem o dia cair.
ECLIPSE

Uma sombra te cobre gradualmente,
uns pensam, nunca mais hão de ver-te,
outros sabem, brilharás mais intensamente.
A sombra é nossa, planeta Terra,
tua luz roubada do sol, és a Lua,
que cheia, neste último eclipse do século,
te cobres plena, passeias, ao alvorecer
te mostras, serena, toda, inteira.
FRAGRÂNCIA DO RECIFE ( FLOR DAMA DA NOITE)
Perfume que exalas com intensidade,
aroma delicioso é bem verdade.
És dama da noite
perfumando a avenida,
não há quem não note,
és fragrância, és vida.
CAIS DO PORTO

Caminho pelo cais,
encontro com o vento,
voando com ele meus pensamentos.
A brisa marítima
inspira meus sonhos,
buscando com isso
belos momentos...
CALÇADÕES

Calçadões do Recife,
Duque de Caxias, Nova, Imperatriz.
Pelas tuas ruas andam os passos,
deixando contigo
sonhos, alegrias, fracassos.
Nas compras, passeios, trabalho,
no cotidiano urbano,
pedestres a esmo, sem rumo,
deixando contigo
tristezas, mágoas e planos
Calçadões do Recife,
Matias, Flores, Câmboa.
Pelas tuas pedras andam os passos...
LEMBRANÇAS
O som da chuva caindo
sobre o teto envidraçado,
o cheiro de terra molhada
me faz voltar ao passado.
Em que, sendo criança um dia,
quando nas tardes de inverno chovia,
depois que ela passava,
o galo cantar sempre se ouvia.
LUAR

Noites de lua cheia
no céu pernambucano,
a mais linda que já vi,
talvez a mais bonita do ano.
Majestosa. imponente, não!
És a mesma de sempre,
a cada dia mais bela aos meus olhos.
CONTRASTES

Te vejo calma, pacata, tranqüila.
Te vejo triste, talvez deprimida,
Recife aldeia, por vezes metrópole,
Recife metrópole, às vezes aldeia.
Te vejo alegre, feliz, buliçosa,

agitada, um tanto violenta,
amarga, acre, cinzenta,
doce, de muitas facetas.
No entanto embalas,
no entanto acalentas.
INCERTEZAS
Dilacera-me a preocupação,
a angústia, a insegurança,
me dá forças a fé,
alento, esperança.
Tiro de mim manancial inesgotável,
o suficiente potencial,
energia potável, o soro da vida,
oxigênio para o porvir.
PENSAMENTO
Verás que não és,
um homem perdido no mundo,
mas que, o mundo está perdido
na mão do homem.
BRINCANDO COM OS BAIRROS DO RECIFE
Os Dois Irmãos estão Aflitos
porque eram Dois Unidos
e brigaram por um Cordeiro.
Foram à igreja de Casa Forte,
rezar para San Martin, subiram na
Torre, viram a Boa Vista, a Casa Amarela,
que eles pintaram, e o rio Beberibe
de Águas Compridas.
Desceram, pediram Graças a Santo Antônio,
São José e Santo Amaro, falaram com Monsenhor Fabrício.
Reconciliaram-se, beberam licor de Jenipapo à sombra de um Cajueiro,
beberam Água Fria e, com um galho de Arruda atrás da orelha,
despediram-se de Madalena,
viajaram, fizeram Boa Viagem.
AS PONTES E O CAPIBARIBE
Os raios do sol se espelham
nas águas do Capibaribe,
hoje turvas pelo homem.
As pontes, ah! As pontes,
entre elas, Duarte Coelho, Boa Vista, Maurício de Nassau,
de minha inspiração são as fontes.
As pontes, tão belas,
parecem o rio abraçar
que manso se perde no mar.
PÁTIO DE SÃO PEDRO
Nas noites de sexta feira
ao Pátio de São Pedro,
pessoas convergem
pelas vielas e becos.
Envoltas pelo casario colonial,
reúnem-se junto às mesas
e entre músicas,
uma conversa informal.
A VOLTA

Volto ao Recife pensando
nos momentos que tenho deixado,
lembro contudo a princípio,
aqueles que tenho guardado.
Viverei novos momentos
e tudo será somado,
e tenho certeza que ,
a saudade terá passado.
RELAX
Voltando para casa cansado
depois de uma dia estafante,
exausto meu corpo buscando,
enfim o repouso.
Aquele banho bem frio
tirando de mim o cansaço,
refaz por fim o meu corpo,
deito, então é o sono...
PRIMAVERA

Mística sensação de prazer,
brisa suave que embala,
flores nascendo sem fim.
Dança das folhas ao vento,
noites mais lindas e mornas,
primavera que o ano adorna,
dias de sol e céu anil.
DIA A DIA
Recife anoitece
sob manto de lua,
barezinhos agitados
na vida noturna.
Enquanto as praias
descansam do dia,
a cidade serena
esconde seus sonhos.
Recife amanhece
com raios dourados,
tons alaranjados
céu azulado.
A cidade volta
a velha rotina,
pensando nos sonhos
da noite passada.
Os raios do sol se espelham
nas águas do Capibaribe,

hoje turvas pelo homem.
As pontes, ah! As pontes,
entre elas, Duarte Coelho, Boa Vista, Maurício de Nassau,
de minha inspiração são as fontes.
As pontes, tão belas,
parecem o rio abraçar
que manso se perde no mar.
PÁTIO DE SÃO PEDRO

Nas noites de sexta feira
ao Pátio de São Pedro,
pessoas convergem
pelas vielas e becos.
Envoltas pelo casario colonial,
reúnem-se junto às mesas
e entre músicas,
uma conversa informal.
A VOLTA

Volto ao Recife pensando
nos momentos que tenho deixado,
lembro contudo a princípio,
aqueles que tenho guardado.
Viverei novos momentos
e tudo será somado,
e tenho certeza que ,
a saudade terá passado.
RELAX
Voltando para casa cansado
depois de uma dia estafante,
exausto meu corpo buscando,
enfim o repouso.
Aquele banho bem frio
tirando de mim o cansaço,
refaz por fim o meu corpo,
deito, então é o sono...
PRIMAVERA

Mística sensação de prazer,
brisa suave que embala,
flores nascendo sem fim.
Dança das folhas ao vento,
noites mais lindas e mornas,
primavera que o ano adorna,
dias de sol e céu anil.
DIA A DIA
Recife anoitece

sob manto de lua,
barezinhos agitados
na vida noturna.
Enquanto as praias
descansam do dia,
a cidade serena
esconde seus sonhos.
Recife amanhece
com raios dourados,
tons alaranjados
céu azulado.
A cidade volta
a velha rotina,
pensando nos sonhos
da noite passada.
A ROSEIRA

Cadencia o vento
a roseira vermelha,
balança a flor
molhada de orvalho.
Nos seus galhos verdes
pousou o colibri,
beijando a flor
que o sol enxugou.
OLINDA

Olinda mira Recife do alto,
como se estivesse a admirá-lo !
Suas ladeiras íngremes
nos levam ao tempo,
nos contam histórias de antanho.
Casario vetusto, porém conservado,
galeria nobre de artistas diversificados.
Mar prateado em noite de lua cheia,
águas mornas em dia ensolarado...
PAVILHÃO NACIONAL

Tremula a bandeira
vistosa, estendida,
no mastro mais alto
no céu em Olinda.
Sentimento profundo
enchendo-me de orgulho,
gostaria o Brasil
mostrar ao mundo.
SENTIMENTOS

Há mil maneiras de te ver, Recife.
Embora meu ser ainda resiste,
guardando e escondendo emoções.
Libero por fim sentimentos,
confesso, és tu,
uma das minhas paixões.
AURORA

O sol desponta pelo leste,
a rua da aurora de brilho se veste,
Capibaribe tu és testemunha,
dos casarões, deste cartão postal recifense.
Charrua
É PENTA!
Carnaval, cores,
não, não é a festa de momo,
é a copa de novo.
Mais um título, o Penta
dança, comemora povo!
CALMARIA

A tarde está calma,
calmo o silêncio,
parece que parou o tempo,
que silencia a tarde ,
que silencia ainda mais
o silêncio...
ACLAMAÇÃO AO RECIFE
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar...
Tua música, tua gente,
teus ritmos, tua mistura,
teu folclore, teu carnaval de rua,
teu sol, teu mar.
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar...
Beberibe, Capibaribe,
Bacia do Pina, Beira-Mar,
Recife Antigo, Boa Vista,
Agamenon, Caxangá.
Teus coqueiros, teu clima,
tuas frutas, frutos do mar,
Casa Forte, Imbiribeira,
Espinheiro, Cruz Cabugá.
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar...

Teus folguedos juninos,
coco, ciranda, baião,
maracatú, cabloclinhos,
xaxado, frevo,xote, bumba-meu- boi,
Alceu Valença, Chico Science
Gilberto Freyre, forró, Gonzagão.
Recife tu me dás razões
que me despertam admiração...
Apipucos, Aurora,
Graças, do Sol, Fundão,
Água Fria, Guararapes,
Dantas Barreto, do Brum,
Campo Grande, Rosarinho,
Estelita, Malakoff.
Recife tu me dás razões
que despertam admiração...
Encruzilhada, Entroncamento,
Chora Menino, Derby, Bom Jesus,
Maciel Pinheiro, tuas pontes,
Pracinha do Diário, teus fortes,
Treze de Maio, Museu Brennand
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar!
JANGA

Imensidão azul
infinita água.
Por que avanças no Janga?
Praia do Janga, calma, radiante,
com teus coqueiros enfileirados
em tua margem, graciosa,
estás perdendo a tua imagem.
Estão atacando o mar,
e ele está vindo
para em ti se vingar.
SONHOS
Como na primavera, as flores vistes nascerem,
no outono triste, as folhas envelhecerem,
na juventude, os sonhos florescerem,
e os que não frutificaram
com o tempo se perderem.
Grandes sonhos não semeeis,
porque se a colheita não for boa
a perda não lamenteis.
CARNAVAIS, ONTEM, HOJE E SEMPRE

Recife, carnavais passados,
não os conheci,
deles tens falado.
Os de hoje, são belos
como sempre foram.
Por eles tenho andado,
amanhã direi o mesmo
e será passado.
MADRUGADA

Por que choras madrugada
lágrimas de orvalho triste?
Se a lua cheia através das nuvens
ainda existe, e virá o sol nascente
a enxugar teu rosto frio.
NO OLHAR UMA TRISTEZA
Por que é triste teu olhar
se perdendo no infinito?
Ao ver, talvez, alguém que tenha partido,
acompanho qual o vento teu pensamento,
sem descobrir ao certo
o verdadeiro motivo.
CAIS DE SANTA RITA, A OUTRA FACE
Ah! Que vida é essa?
Crianças perdidas do cais.
Noites de fome, noites de frio,
pelo vento do porto.
È julho, a chuva fina
molha o rosto cansado,
a casa de papelão envolve
um sonho apenas;
a sopa quente que alguém poderá trazer,
o trocado para o café, sem perspectivas, sem futuro, sem viver.
VIOLÃO

Cordas que acariciam com seus sons
acordes que revelam emoção,
acústica madeira criada pelas mãos,
beleza tua forma és tu violão.
Arpejos de primas e bordões,
madeira manuseada com amor,
acústica madeira criada pelas mãos,
beleza tua forma és tu violão.
CANTO

Canta sabiá alimentando a tua cria,
de galho em galho esboçando a liberdade.
Tantos querem prender-te, e bem verdade,
mas é solto que irradias alegria.
Charrua
Carnaval, cores,
não, não é a festa de momo,
é a copa de novo.
Mais um título, o Penta
dança, comemora povo!

CALMARIA
A tarde está calma,
calmo o silêncio,
parece que parou o tempo,
que silencia a tarde ,
que silencia ainda mais
o silêncio...
ACLAMAÇÃO AO RECIFE
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar...
Tua música, tua gente,
teus ritmos, tua mistura,
teu folclore, teu carnaval de rua,
teu sol, teu mar.
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar...
Beberibe, Capibaribe,
Bacia do Pina, Beira-Mar,
Recife Antigo, Boa Vista,
Agamenon, Caxangá.
Teus coqueiros, teu clima,
tuas frutas, frutos do mar,
Casa Forte, Imbiribeira,
Espinheiro, Cruz Cabugá.
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar...

Teus folguedos juninos,
coco, ciranda, baião,
maracatú, cabloclinhos,
xaxado, frevo,xote, bumba-meu- boi,
Alceu Valença, Chico Science
Gilberto Freyre, forró, Gonzagão.
Recife tu me dás razões
que me despertam admiração...
Apipucos, Aurora,
Graças, do Sol, Fundão,
Água Fria, Guararapes,
Dantas Barreto, do Brum,
Campo Grande, Rosarinho,
Estelita, Malakoff.
Recife tu me dás razões
que despertam admiração...
Encruzilhada, Entroncamento,
Chora Menino, Derby, Bom Jesus,
Maciel Pinheiro, tuas pontes,
Pracinha do Diário, teus fortes,
Treze de Maio, Museu Brennand
Recife tu me dás razões
para desta cidade gostar!
JANGA

Imensidão azul
infinita água.
Por que avanças no Janga?
Praia do Janga, calma, radiante,
com teus coqueiros enfileirados
em tua margem, graciosa,
estás perdendo a tua imagem.
Estão atacando o mar,
e ele está vindo
para em ti se vingar.
SONHOS
Como na primavera, as flores vistes nascerem,
no outono triste, as folhas envelhecerem,
na juventude, os sonhos florescerem,
e os que não frutificaram
com o tempo se perderem.
Grandes sonhos não semeeis,
porque se a colheita não for boa
a perda não lamenteis.
CARNAVAIS, ONTEM, HOJE E SEMPRE

Recife, carnavais passados,
não os conheci,
deles tens falado.
Os de hoje, são belos
como sempre foram.
Por eles tenho andado,
amanhã direi o mesmo
e será passado.
MADRUGADA

Por que choras madrugada
lágrimas de orvalho triste?
Se a lua cheia através das nuvens
ainda existe, e virá o sol nascente
a enxugar teu rosto frio.
NO OLHAR UMA TRISTEZA
Por que é triste teu olhar
se perdendo no infinito?
Ao ver, talvez, alguém que tenha partido,
acompanho qual o vento teu pensamento,
sem descobrir ao certo
o verdadeiro motivo.
CAIS DE SANTA RITA, A OUTRA FACE
Ah! Que vida é essa?
Crianças perdidas do cais.
Noites de fome, noites de frio,
pelo vento do porto.
È julho, a chuva fina
molha o rosto cansado,
a casa de papelão envolve
um sonho apenas;
a sopa quente que alguém poderá trazer,
o trocado para o café, sem perspectivas, sem futuro, sem viver.
VIOLÃO

Cordas que acariciam com seus sons
acordes que revelam emoção,
acústica madeira criada pelas mãos,
beleza tua forma és tu violão.
Arpejos de primas e bordões,
madeira manuseada com amor,
acústica madeira criada pelas mãos,
beleza tua forma és tu violão.
CANTO

Canta sabiá alimentando a tua cria,
de galho em galho esboçando a liberdade.
Tantos querem prender-te, e bem verdade,
mas é solto que irradias alegria.
Charrua
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